quarta-feira, 29 de julho de 2015

Alguns passos para uma boa observação do céu

Stargaze. (Fonte: Wikimedia Commons.)
A observação do céu é uma atividade muito prazerosa, que nos permite ficar horas procurando objetos e fenômenos interessantes de se ver. Com custo praticamente zero, basta um céu limpo e uma noite escura que já nos sentimos tentados a ir ao quintal e olhar para cima. Porém, alguns passos simples podem melhorar a experiência, oferecendo ao observador uma recompensa muito maior.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Nosso tamanho no universo


É incrível o quão insignificante somos em relação ao Universo. Mas por menor que seja este planetinha azul, é a nossa casa! E precisamos cuidar muito bem dele.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Relação das constelações

A esfera celeste está dividida em 88 regiões, denominadas constelações. Cada uma dessas regiões surgiu a partir dos agrupamentos clássicos de estrelas, conhecidos por todos, pelo menos por nome.
Como as constelações cobrem todo o céu, qualquer astro pertencerá, necessariamente, a uma constelação, mesmo que temporariamente (como é o caso dos planetas, por exemplo).
Eis a relação, com o nome internacional, em latim, e o nome em português. Apresentamos também a abreviação do nome da constelação, a grafia do genitivo e a estrela mais brilhante.
Genitivo é um caso na declinação de um nome que indica relação de posse. Por exemplo, quando uma estrela é denominada α Tauri, isso significa “a estrela alfa de Touro”, já que Tauri é o genitivo de Taurus.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Encontro de deuses

Hoje, 30 de junho de 2015, acontece a máxima aproximação aparente entre Vênus e Júpiter, fenômeno astronômico que vem chamando a atenção das pessoas já há algumas semanas.

Aproximação entre Vênus e Júpiter. (Foto do autor.)
Aproximação entre Vênus e Júpiter. (Foto do autor.)

Facilmente observado em ambos os hemisférios, os dois planetas lentamente "marcharam" um em direção ao outro, como dois corpos muito brilhantes no céu, ao entardecer e cair da noite, rumo ao horizonte oeste.

Mas esses planetas estão realmente próximos?

Na verdade, não!

Vênus é um planeta rochoso interior, o segundo de nosso sistema solar a partir do Sol. Júpiter, por sua vez, é um gigante gasoso exterior, o quinto a partir de nossa estrela. Dizemos que um planeta é interior quando sua órbita está antes da órbita da Terra, tendo o Sol como referência. Analogamente, planeta exterior é aquele que orbita o astro-rei após a órbita terrestre.

No momento da publicação deste artigo, Vênus está a cerca de 78 milhões de quilômetros de nós, enquanto Júpiter encontra-se a cerca de 908 milhões de quilômetros. Então, por que essa aparente proximidade entre eles?

Máxima aproximação entre Vênus e Júpiter, em 30 de junho de 2015. Ponto de vista acima da eclíptica. (Imagem obtida com o aplicativo Celestia.)
Máxima aproximação entre Vênus e Júpiter, em 30 de junho de 2015. Ponto de vista acima da eclíptica. (Imagem obtida com o aplicativo Celestia.)

É uma questão de ponto de vista! Se pudéssemos observar o Sistema Solar de um ponto localizado acima da eclíptica (o plano da órbita da Terra), notaríamos que o nosso planeta e os dois protagonistas desse fenômeno estão praticamente alinhados. Assim, você vê Vênus, bem mais brilhante, e atrás dele, menos brilhante, Júpiter.

Note que, após essa máxima aproximação, ao longo dos próximos dias, observaremos os dois astros se afastando um em relação ao outro, e com posições trocadas: Júpiter abaixo, e Vênus acima.

O título deste artigo

Por que "encontro de deuses"?!

Na mitologia romana, Vênus é a deusa do amor e da beleza, correspondente à deusa grega Afrodite. Júpiter, também chamado Jove, é o deus do céu e do trovão, o rei dos deuses. Júpiter equivale a Zeus, na mitologia grega.

 

terça-feira, 29 de julho de 2014

Objetos circumpolares: sempre por aí!

Chamam-se circumpolares os objetos astronômicos que apresentam seu movimento celeste aparente ao redor do polo celeste (norte ou sul), e que estão sempre acima do horizonte, independentemente do horário e da data. Embora não possamos nos esquecer que só podem ser vistos à noite, é claro!

A quantidade desses objetos depende da latitude do local de observação, sendo maior quanto mais próximo dos polos encontra-se o observador.

Vejamos uma imagem do céu a partir da cidade de São Paulo:

StarryNightImage
Imagem do céu noturno em São Paulo, SP, Brasil. (Fonte: StarryNight Pro.)

A circunferência vermelha delimita a região circumpolar nessa latitude, e a linha branca na parte inferior da imagem representa o horizonte. Podemos perceber que algumas constelações estão inteiramente contidas no interior da circunferência: Octans (Octante), Mensa (Montanha da Mesa), Chamaeleon (Camaleão) e Apus (Ave do Paraíso). Já as constelações Musca (Mosca) e Volans (Peixe Voador) têm a maior parte de suas áreas na região circumpolar. Outras estão por ali também, mas com a maior área localizada fora dela.

Acompanhando o movimento aparente do céu, notamos que tudo o que se encontra na região circumpolar é sempre visível (infelizmente, não durante o dia, embora possamos simular como seria se não houvesse atmosfera).

Grande Nuvem de Magalhães (LMC). (Fonte: StarryNight Pro.)
Grande Nuvem de Magalhães (LMC). (Fonte: StarryNight Pro.)
Pequena Nuvem de Magalhães (NGC 292). (Fonte: StarryNight Pro.)
Pequena Nuvem de Magalhães (NGC 292). (Fonte: StarryNight Pro.)

Em São Paulo, há dois objetos circumpolares bem interessantes que podem ser observados com o uso de um telescópio: a Grande Nuvem de Magalhães (LMC), que se localiza na constelação Dorado (Dourado), e a Pequena Nuvem de Magalhães (NGC 292), localizada na constelação Tucana (Tucano). Há também um aglomerado globular (NGC 104) próximo a NGC 292.

Infelizmente, não há no hemisfério sul uma estrela visível que se localize exatamente no polo sul celeste. Há, porém, uma técnica bem simples para encontrar, aproximadamente, esse ponto. Basta procurar a constelação Crux (o nosso Cruzeiro do Sul) e, mentalmente, replicar o braço maior da cruz 4,5 vezes. Isso mostrará, mais ou menos, a localização do polo celeste. Há métodos um pouco mais elaborados, porém isso é tema para um outro post.

 

sábado, 3 de maio de 2014

A partir de 2016, Unicamp terá lista de livros própria

Ao contrário do que vem acontecendo nos últimos oito anos, a partir de 2016, a Unicamp passará a cobrar uma lista própria de obras e trechos de obras para o vestibular.

As novidades:

  • em vez de nove, serão cobradas doze obras;
  • além de autores portugueses e brasileiros, entra um autor moçambicano: Mia Couto;
  • há obras da produção literária mais recente.

As obras que serão cobradas no vestibular Unicamp 2016 são:

Poesia

  • Sentimento do mundo - Carlos Drummond de Andrade (versão digital disponível na Amazon)
  • Sonetos - Luís de Camões (os sonetos selecionados estarão disponíveis para download no site da Comvest, provavelmente ao longo do ano de 2015)

Contos

Teatro

  • Lisbela e o prisioneiro - Osman Lins

Romance

É importante ressaltar que a leitura de resumos não é suficiente para a resolução da prova, que aborda muitas características específicas e a intertextualidade.

Os links em alguns dos títulos acima permitem o download das obras completas, caso estejam em domínio público. Caso contrário, há o link para o ebook vendido pela Amazon, com preço sempre inferior ao encontrado nas livrarias.

 

sábado, 19 de abril de 2014

Confirmado: os antieclipses existem!


Em 1973, o astrônomo suíço André Maeder levantou a possibilidade de uma estrela com campo gravitacional intenso, ao passar diante de sua companheira num sistema binário, intensificar o brilho total do sistema por consequência de um efeito de lente gravitacional.
Pois bem! Os astrônomos Ethan Kruse e Eric Agol, da Universidade de Washington, confirmaram o fenômeno ao analisar o sistema KOI-3278, formado por uma anã branca com cerca de 63% da massa do Sol, e uma anã amarela semelhante ao Sol.
Fonte: Ethan Kruse, Eric Agol, KOI-3278: a self-lensing binary star system. Science Magazine. 344, 275-277 (2014).

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Desabafo científico e eclipses lunares

wd-lua-sangrenta

Na madrugada do dia 15 de abril de 2014, acontecerá (ou já aconteceu, depende de quando você ler este artigo) um eclipse lunar total, primeiro de uma série de quatro consecutivos, fenômeno esse conhecido como Tétrade.

[notice]Para saber mais sobre eclipses, ouça o episódio 1 de Astronomia, Introdução à Astronomia, de nosso podcast, publicado em 12/4/2014.[/notice]

Como não podia deixar de ser, a imprensa iniciou uma série de divulgações imprecisas, muitas vezes errôneas, sobre o tema, como já era de se esperar, não?

Veja o que publicou no Twitter uma certa revista de projeção nacional:

Como assim? Um site de astrologia para “explicar o fenômeno”?!

Movido pela curiosidade, cliquei no link apresentado e li a seguinte afirmação:

Sem comentários... (Fonte:
Sem comentários... (Fonte:

Ora, como posso me calar e aceitar que divulguem tamanho despautério? Muito bem, vejamos: se considerarmos a Idade Média como se iniciando no século V e terminando no século XV, só durante esse período aconteceram trinta, eu disse TRINTA, tétrades!

De 1500 para cá, foram outras doze! Treze com a que se inicia agora, e outras seis até 2100!

Minha fonte? A NASA: Index to five millennium catalog of lunar eclipses.

É por essas e outras que sempre digo que jornalistas deveriam saber o básico sobre Física e outras ciências. E, se não souberem, que consultem pessoas ligadas à ciência para sanar suas dúvidas. É no mínimo irresponsável propagar informações incorretas, com o único objetivo de “vender” notícias.

Ah! A propósito: segundo o VOLP - Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, publicado pela Academia Brasileira de Letras, a grafia correta é blá-blá-blá.

Tenho dito!

 

sábado, 12 de abril de 2014

Tirinha #53 – Virose

Diálogo real na sala dos professores. ;)
Diálogo real na sala dos professores. ;)
Eheheh! Perco a amiga, mas não perco a piada!
A rigor, virose é qualquer doença causada por vírus. Esse termo engloba o resfriado, a gripe, o rotavírus, o sarampo, a rubéola, a caxumba, a AIDS, o papiloma e muitas outras enfermidades. O problema é que os médicos, sabe-se lá por quê, banalizaram o termo, que passou a ser usado indiscriminadamente.

sábado, 5 de abril de 2014

Manual do Mundo: Como economizar na hora do banho


São Paulo está enfrentando uma situação extremamente delicada, consequência do baixo nível de água nos reservatórios. Há, inclusive, o risco de racionamento severo.
Pensando nisso, Iberê Thenório gravou este vídeo, no qual mostra como é fácil tomar banho fazendo uma grande economia de água.