domingo, 26 de setembro de 2010

Como se forma uma tempestade de granizo?

No último dia 21 de setembro, os guarulhenses foram surpreendidos por uma grande tempestade de granizo, que destruiu lojas, casas e automóveis, e cobriu parte da cidade com uma espessa camada de gelo.


Mas como se forma uma tempestade de granizo?

Assista a este vídeo fantástico do History Channel que explica, através de computação gráfica, como se formam tais tormentas.



sábado, 28 de agosto de 2010

O que é uma quimera?

Visitar o blogue de minha colega, prof.ª Rosangela – Momento literário – tornou-se um hábito. Há sempre algo interessante para ler e, apesar de fazer muitas piadas, gosto muito de literatura.

Em minha última olhada, encontrei um texto sobre Augusto dos Anjos, o mais mórbido dos poetas brasileiros. Ali estava, também, o poema Versos íntimos, do qual destaco sua primeira estrofe:

Primeira estrofe de Versos Íntimos, de Augusto dos Anjos.
(Fonte: blogue Momento literário.)


Mas o que é uma quimera?

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Qual a diferença entre gripe e resfriado?

É muito comum as pessoas confundirem essas duas doenças, muitas vezes usando ambos os vocábulos como sinônimos.

Há, porém, diferenças importantes entre gripe e resfriado, duas viroses bem frequentes no inverno.

Veja com atenção o quadro a seguir, elaborado pelo Datafolha.

Gripe e resfriado: semelhanças e diferenças. (Fonte: Datafolha.)

> Link para a matéria completa na Folha.com

As Plêiades

Li há pouco, no blogue da prof.ª Rosangela Corinaldesi, Momento Literário, um poema cuja autoria é atribuída a Safo de Lesbos, poetisa grega nascida por volta de 612 a.C.

O poema faz referência às Plêiades, e imediatamente remeteu-me à Astronomia, pois trata-se de um aglomerado de estrelas relativamente jovens, localizado na constelação de Touro e visível à vista desarmada.

As Plêiades. (Fonte: NASA.)
As Plêiades são também conhecidas como sete irmãs, e são constituídas por estrelas azuis muito quentes e com idade de cerca de 100 milhões de anos. Sim, são estrelas relativamente jovens; considere que o Sol tem cerca de 5 bilhões de anos! Esse aglomerado estelar é bem visível no céu noturno durante o verão, no hemisfério sul.

O valor mais aceito atualmente para a distância dessas estrelas até nós é de cerca de 135 parsecs, o que representa aproximadamente 440 anos-luz. Em outras palavras, a luz que recebemos das Plêiades hoje levou cerca de 440 anos para chegar à Terra!

Apesar da existência de nove estrelas muito brilhantes, o aglomerado é constituído por cerca de 1 000 membros, incluindo muitas anãs marrons. Dependendo das condições de observação, 14 estrelas podem ser vistas a olho nu. As sete irmãs, que são uma referência à mitologia grega, são: Sterope, Merope, Electra, Maia, Taygete, Celeno e Alcione. As duas outras estrelas bem brilhantes são seus pais, Atlas e Pleione.

Para concluir, reproduzo aqui um trecho do poema de Safo que faz referência a essas estrelas bem interessantes:

“A lua já se pôs,
as Plêiades também;
é meia-noite; foge o tempo,
e deitada estou, sozinha.”

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Simulador de consumo de energia elétrica

Faça o download deste simulador de consumo de energia elétrica. Instale e use-o à vontade! Seria interessante consultar a conta de energia mais recente de sua família e atualizar o valor do preço do quilowatt-hora.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A física da Jabulâni

É grande a quantidade de pessoas – entre profissionais de comunicação, atletas e espectadores – que concordam que, na Copa do Mundo da África do Sul, a bola foi a grande vilã.

Fabricada pela Adidas™, recebeu como nome uma palavra oriunda do idioma Zulu, que significa “trazer alegria e felicidade”. Os goleiros que o digam!
A Jabulâni, bola oficial da Copa do Mundo FIFA 2010. (Fonte: Adidas.)
Afinal, qual o problema com a pelota, fabricada com o maior cuidado e a mais avançada tecnologia disponível?

A bola

Superfície da Jabulâni. (Fonte: Adidas.)
A Jabulâni é construída com oito gomos tridimensionais unidos termicamente, fabricados com EVA e TPU. A superfície é toda texturizada com sulcos, com uma tecnologia desenvolvida pela Adidas e conhecida como Grip’n'Groove. O objetivo de tais sulcos é aprimorar a aerodinâmica, e seu desenvolvimento recebeu a colaboração de diversos acadêmicos e pesquisadores da Universidade Loughborough, do Reino Unido.

A bola da Adidas segue as seguintes especificações:
  • circunferência: 69,0cm ± 0,2cm (FIFA: 68,5cm – 69,5cm);
  • diâmetro: variação menor ou igual a 1,0% (FIFA: ≤ 1,5%);
  • absorção de água: aprox. 0% de aumento de massa (FIFA: ≤ 10%);
  • massa: 440g ± 0,2g (FIFA: 420g – 445g);
  • perda de pressão: ≤ 10% (FIFA: ≤ 20%).

Muito bem. Alta tecnologia, melhor aerodinâmica, especificações técnicas devidamente atendidas. Então, qual é o problema?!

Opiniões de quem entende


  • “Parece uma bola de supermercado” – Júlio César, goleiro da seleção brasileira de futebol.
  • “É triste que uma competição tão importante como a Copa do Mundo tenha que ser jogada com uma bola tão inadequada” – Gianluigi Buffon, goleiro da seleção italiana de futebol.
  • “É claro que o cara que projetou esta bola nunca jogou futebol” – Robinho, da seleção brasileira de futebol.
  • O jogador Luís Fabiano, da seleção brasileira, chamou a bola de “sobrenatural”, pois ela simplesmente mudava de direção inexplicavelmente durante seu trajeto em pleno ar.


Vamos à física da gorducha!

A superfície da Jabulâni contém sulcos que diminuem consideravelmente o atrito com o ar, fazendo com que a bola adquira maior velocidade com o mesmo impulso. São duas as consequências: a bola da Adidas permanece no ar por mais tempo, atingindo uma altura máxima maior que as outras bolas; a Jabulâni atinge o ponto crítico – a velocidade em que inicia sua queda – a cerca de 70km/h, mais de 10% acima de outras bolas. Resultado: a bola cai com maior velocidade, a partir de um ponto mais alto. Segura, goleiro!!!

Além disso, estudos da NASA demonstraram que a bola é praticamente esférica, o que aumenta sua sensibilidade à turbulência gerada pelo seu movimento no ar, o que explica as mudanças súbitas de direção. Os sulcos superficiais geram movimentos de ar de diferentes maneiras em diferentes pontos da bola, levando ao surgimento de forças assimétricas nas diferentes regiões. A resultante dessas forças tem características imprevisíveis, tornando, portanto, imprevisível também a trajetória certa da bola.

Observe na imagem a seguir, feita pelos pesquisadores da NASA, a trajetória completamente irregular de uma Jabulâni.
Trajetória irregular da Jabulâni. (Fonte: NASA.)
Para piorar as coisas, a cidade de Joanesburgo, onde será disputada a final da Copa, localiza-se a
1 753m acima do nível do mar. O que significa? Maior altitude, maior rarefação do ar, menor pressão atmosférica, menor atrito com a bola. Conclusão: efeito knuckle potencializado!

Ah, já ia me esquecendo! Efeito knuckle é aquele usado nas partidas de beisebol e que consiste na mudança brusca de direção na trajetória da bola, obtido com um arremesso em que se usam os nós dos dedos como apoio.

Sulcos na superfície melhoram a aerodinâmica. Novidade?

Bola de golfe. (Fonte: Wikimedia.)
Nem pensar! Já no século XIX descobriu-se que a existência de pequenos defeitos na superfície de bolas de golfe melhoravam sua aerodinâmica e tornavam seu voo mais consistente, aumentando seu alcance. Foi por essa época que surgiram as bolas precursoras das usadas hoje em dia nesse esporte.

Escamas placoides de peixe cartilaginoso.
(Fonte: Wikimedia.)
Indo um pouquinho mais longe no tempo, recuando alguns milhões de anos, percebemos que os tubarões já usavam essa técnica para melhorar sua hidrodinâmica, através da “aquisição” evolutiva das escamas placoides, que revestem toda sua superfície.

Seguindo no clima de Copa do Mundo (eca!), aguardem a publicação do artigo a respeito da vuvuzela. O que há de diferente em relação ao nosso clássico “cornetão”?

Fontes


  • Revista VEJA
  • NASA
  • IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas
  • FIFA
  • Adidas