sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Hoje é dia de contar estrelas... Cadentes!

Na noite de hoje, 13 de dezembro de 2013, teremos a chance de presenciar a última chuva de meteoros do ano: os geminídeos, que recebem esse nome por se mostrarem na constelação de Gêmeos.

Uma chuva de meteoros acontece porque a Terra passa através dos detritos deixados por um cometa ao cruzar sua órbita. As partículas, atraídas pelo campo gravitacional de nosso planeta, penetram na atmosfera e são incinerados, aparecendo como pontos luminosos que se deslocam brevemente e desaparecem: as famosas "estrelas cadentes". No caso dos geminídeos, trata-se de partículas deixadas pelo cometa Faetonte.

Se você tiver curiosidade, e se o céu estiver limpo, é claro, vale a pena reservar alguns minutos para fazer essa observação. Uma chuva de meteoros é sempre algo muito interessante de se ver!

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Bye, bye, ISON!

Composição em time lapse da passagem do ISON pelo periélio. Note que ele se aproxima brilhante (abaixo, à direita), mas depois afasta-se com brilho cada vez menor (acima). (Fonte: NASA/ESA/SOHO.)
Composição em time lapse da passagem do ISON pelo periélio. Note que ele se aproxima brilhante (abaixo, à direita), mas depois afasta-se com brilho cada vez menor (acima). (Fonte: NASA/ESA/SOHO.)

Bem, as últimas imagens liberadas pela NASA nos levam a crer que, de fato, o ISON não sobreviveu a sua passagem pelo periélio. Analisando o brilho do corpo que se afasta do Sol (em rota compatível com a do cometa), percebemos que vai ficando cada vez mais fraco, indicando uma possível completa vaporização (na verdade, sublimação) do nosso protagonista.

A equipe de astrofísica da agência estadunidense ainda está estudando novas imagens feitas pelo telescópio orbital Hubble, com o objetivo de avaliar o que restou do corpo celeste. Contudo, parece que essa história chegou ao fim.

 

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Pelo visto, o "cometa do século" ainda vive!

Para atualização, veja o artigo Bye, bye, ISON!
Pelas últimas informações liberadas pela NASA e pela ESA (Agência Espacial Europeia), parece que uma parte do cometa ISON sobreviveu mesmo ao periélio. O corpo brilhante que aparece afastando-se do Sol tem uma trajetória compatível com a prevista para o corpo celeste.
O ISON, logo após o periélio. (Fonte: SOHO/NASA/ESA.)
O ISON, logo após o periélio. (Fonte: SOHO/NASA/ESA.)

ISON: a saga continua

Pelo que tudo indica, pelo menos uma parte do núcleo do cometa sobreviveu ao periélio, como mostra a fotografia feita pelo SOHO, logo após o ISON ter passado a 1,2 milhão de quilômetros do Sol.

O brilho do ISON voltou a crescer logo após o periélio. (Fonte: SOHO/NASA.)
O brilho do ISON voltou a crescer logo após o periélio. (Fonte: SOHO/NASA.)

 

Cometa ISON se desintegrou?

Observando as últimas imagens do SOHO, temos a impressão de que o cometa ISON pode ter se desintegrado. Esperemos confirmação.

 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ISON

O cometa ISON há pouco atingiu o periélio, ou seja, o ponto de sua órbita mais próximo do Sol.

 

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Cometa ISON: será que ainda dá?

Nos meios astronômicos, o ISON é o assunto do momento, já que um cometa resistir a sua aproximação do Sol, a ponto de ser observável com equipamentos simples, não é algo tão comum assim.

Desde o último fim de semana a observação tem sido possível, e estamos nos últimos momentos em que isso seria viável. Acontece que o ISON está se aproximando de seu periélio, o ponto de sua órbita mais próximo do Sol. Isso deverá acontecer no dia 27 de novembro. O problema é: quanto mais próximo de nossa estrela, mais difícil é a visualização, já que a luz diurna ofusca completamente o brilho do cometa.

Como ainda não tive sorte para observá-lo, já que todas as tentativas foram frustradas por uma "bela" concentração de nuvens no campo de visão, vou me contentando com as fotos publicadas ao redor do globo. Uma das mais bonitas imagens feitas do ISON é essa que segue, obtida por Juan Carlos Casado em 21 de novembro, nas Ilhas Canárias.

Cometa ISON sobre as Ilhas Canárias, em 21/11/2013. (Fonte: Juan Carlos Casado.)

Após passar pelo periélio, o cometa não será mais visível a partir do hemisfério sul, encerrando nossas possibilidades de visualização.

Vamos tentar observar?

Caso queira fazer uma observação, você precisará de um bom binóculo (ou luneta astronômica) e das informações abaixo. Ah! E saber se orientar, é claro!

Nos próximos dias (incluindo a próxima madrugada), o ISON estará logo abaixo e à direita da estrela Spica, a mais brilhante da constelação de Virgem, facilmente localizada olhando para o leste por volta das 5h20 da manhã.

[notice]Há um porém: a menos que você esteja em um lugar bem longe das luzes da cidade e com o horizonte não obstruído por árvores ou construções, não creio que seja possível a observação. Por quê? O cometa estará baixo e, quando sua elevação for mais adequada, o Sol estará nascendo, estragando tudo![/notice]

Localização da estrela Spica, da constelação de Virgem, vista de Guarulhos, às 5h21 da manhã de 23/11/2013. (Fonte: Stellarium.)

Muito bem, tendo localizado a estrela, procure com o binóculo o cometa, abaixo e à direita dela.

Localização do cometa ISON, visto de Guarulhos, às 5h28 da manhã de 23/11/2013. (Fonte: Star Walk.)

 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Tirinha #52 – Os Sertões

Diálogo real em sala de aula. ;)

O livro Os sertões (campanha de Canudos) é uma obra-prima da literatura brasileira, escrita por Euclides da Cunha e publicada em 1902. Como correspondente do jornal O Estado de S. Paulo, o autor foi testemunha ocular de um período da Guerra de Canudos, registrando não só a vida do sertanejo, mas traçando ricos comentários sobre Geografia, História e Sociologia, colocando sua obra simultaneamente nos domínios da prosa artística e da prosa científica.

Segundo alguns críticos literários, assim como há três grandes epopeias clássicas gregas – Ilíada, Eneida e Odisseia –, Os sertões, Os lusíadas e Grande sertão: veredas compõem as três grandes epopeias em língua portuguesa.

[important]Epopeia é uma obra literária, na forma de poesia ou prosa, que narra uma sucessão de eventos memoráveis de um herói histórico ou lendário. (Fonte; Grande dicionário Houaiss da língua portuguesa – com adaptações.)[/important]

 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Tirinha #51 – Triângulo Mineiro

Diálogo real em sala de aula. ;) Gostou da camiseta do professor? Compre agora!
Diálogo real em sala de aula. ;)<br>Gostou da camiseta do professor? <a href=

Além da confusão de polígonos, uma bela confusão geográfica, não?

O triângulo mineiro é uma região de planejamento do estado de Minas Gerais localizada a oeste da capital mineira, entre os rios Grande e Paranaíba, cuja confluência forma o rio Paraná. É polo industrial e tecnológico e suas principais cidades são Uberlândia, Uberaba e Ituiutaba, embora 36 municípios façam parte dessa região.

Por outro lado, o Quadrilátero Ferrífero localiza-se a leste de Belo Horizonte, tendo seus vértices nas cidades de Sabará, Mariana, Congonhas do Campo e Santa Bárbara. Com uma área total de 7 500km2, é a região mais rica do estado, e o maior produtor brasileiro de minério de ferro, abastecendo a indústria nacional e o mercado externo.

 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Você conhece o pirossomo?

Está fazendo um sucesso estrondoso no Youtube o vídeo postado por um centro de pesquisa em biologia marinha da Tasmânia mostrando um animal gigante, ao lado de alguns mergulhadores. Já foram mais de 3,3 milhões de visualizações! Mas que animal é esse?!

Pyrostremma spinosum, um pirossomo da Tasmânia. (Fonte: Eaglehawk Dive Centre.)
Pyrostremma spinosum, um pirossomo da Tasmânia. (Fonte: Eaglehawk Dive Centre.)

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Raios, trovões e muitas, muitas amantes!

Após perceber o interesse surgido com o artigo O anão e suas cinco companheiras, resolvi escrever algo semelhante sobre outros planetas do Sistema Solar. Assim, escolhi para hoje Júpiter e seus 67 (!) satélites naturais. Bem, na verdade, não abordarei todas as luas jupiterianas, afinal isso deixaria o artigo um tanto extenso e chato. Abordarei aqui somente alguns satélites, o suficiente para que o título deste post faça sentido.

A grande mancha vermelha de Júpiter. (Fonte: The University of Arizona.)
A grande mancha vermelha de Júpiter. (Fonte: <em>The University of Arizona</em>.)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Você sabe o que é um minion?

Um dos fenômenos linguísticos mais interessantes é a entrada e saída de moda de alguns vocábulos, atendendo às necessidades de um momento ou apenas seguindo tendências expostas (ou impostas) pela mídia.
Um exemplo é minion, que veio à tona devido ao grande sucesso da franquia cinematográfica Meu malvado favorito. Mas você sabe o que é um minion?
Minions da franquia Meu malvado favorito. (Fonte: Universal Studios.)
Minions da franquia Meu malvado favorito. (Fonte: Universal Studios.)

sábado, 6 de julho de 2013

Terremotos e logaritmos

Notícia divulgada pelo UOL Notícias – Internacional, na madrugada de 06/7/2013. Disponível em http://b-nev.es/17VHxrJ.
Notícia divulgada pelo UOL Notícias – Internacional, na madrugada de 06/7/2013. Disponível em http://b-nev.es/17VHxrJ.

Frequentemente lemos ou ouvimos notícias a respeito de abalos sísmicos nos mais deferentes pontos do planeta, sempre associadas a algum numeral em uma tal escala de Richter. O que é essa escala, e como funciona?

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O anão e suas cinco companheiras

No último dia 2 de julho de 2013, a União Astronômica Internacional divulgou a aprovação dos nomes das duas luas de Plutão recentemente descobertas: Kérberos (2011) e Estige (2012). O planeta-anão possui, até agora, cinco satélites conhecidos:

  1. Caronte
  2. Estige
  3. Nixe
  4. Kérberos
  5. Hidra
O planeta-anão e suas cinco luas. (Fonte: UAI, disponível em http://www.iau.org/public_press/news/detail/iau1303/.)
O planeta-anão e suas cinco luas. (Fonte: UAI,
disponível em http://www.iau.org/public_press/news/detail/iau1303/.)

Plutão apresenta uma órbita com raio médio de 5,87 × 109km (cerca de 39,3UA) e é um pequeno corpo formado por rocha e gelo. Tem uma massa de aproximadamente 1,3 × 1022kg (0,218% da massa da Terra), com raio de 1 161km (18% do raio da Terra). Foi descoberto em 1930 e inicialmente considerado um planeta, tendo sua classificação alterada para planeta-anão, em 2006. Seu caminho ao redor do Sol leva 247,68 anos, o que significa que, desde sua descoberta, ainda não completou uma volta ao redor da estrela.

UA = unidade astronômica Equivale à distância média entre a Terra e o Sol, cerca de 150 milhões de quilômetros.

Que tal entender os nomes do anão e suas companheiras?

Plutão, de Henri Chapu. (Fonte: Wikimedia.)
Plutão, de Henri Chapu.
(Fonte: Wikimedia.)

 

Plutão

Plutão é o deus do submundo, Hades, na mitologia grega, algo como o mundo dos mortos.

Segundo a tradição clássica grega, o mundo teria sido dividido em três grandes regiões, cada uma delas governada por um deus. Assim, haveria a terra, governada por Zeus, o oceano, de responsabilidade de Poseidon, e o submundo, as profundezas, sob a responsabilidade de Plutão.

Caronte

Caronte, pintura de Alexander Litovchenko. (Fonte: Wikimedia.)
Caronte, pintura de Alexander
Litovchenko. (Fonte: Wikimedia.)

O barqueiro do submundo, que navega os rios Estige e Aqueronte, fronteira entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, transportando os espíritos dos mortos. Em diversas culturas do passado era comum a colocação de uma moeda sobre a boca (ou no interior dela) do cadáver para o pagamento dos serviços de Caronte. Acreditava-se que os mortos sem posses, que não podiam pagar pelo transporte, ficavam vagando pelas margens dos rios por cem anos.

Nixe, de William-Adolphe Bouguereau. (Fonte: Wikimedia.)
Nixe, de William-Adolphe
Bouguereau. (Fonte: Wikimedia.)

 

Estige

Como já referido anteriormente, Estige, na mitologia grega, é um dos rios que fazem a fronteira entre os mundos dos vivos e dos mortos. É por onde navega Caronte.

Kérberos. (Fonte: Wikimedia.)
Kérberos.
(Fonte: Wikimedia.)

 

Nixe

A deusa da noite, mãe de Caronte. Esta figura mitológica está associada a diversas entidades ligadas à escuridão. É mãe também de Hypnos, o deus do sono, e de Thánatos, o deus da morte.

Kérberos

Um cão com várias cabeças, guardião dos portões do submundo. Sua função é impedir o retorno de qualquer ser que tenha atravessado o rio Estige.

Hidra de Lerna e Hércules. (Fonte: Wikimedia.)
Hidra de Lerna e Hércules.
(Fonte: Wikimedia.)

 

Hidra

Hidra de Lerna, a besta aquática com muitas cabeças, guardiã da entrada para o submundo. Foi morta por Hércules durante a realização de suas 12 tarefas.

É interessante como os nomes associados ao sistema de Plutão e suas luas estão todos associados ao submundo mitológico. Mais interessante ainda é a ordem dos nomes. Observe, de fora para dentro: Hidra, a guardiã da entrada do submundo (está no lado de fora); Kérberos, o guardião que impede a saída (está no lado de dentro); Nixe, a mãe do barqueiro; Estige, o rio que deve ser atravessado; Caronte, o barqueiro; Plutão, o deus da região.

 

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Tirinha #50 – Fermento

Afirmação encontrada em correção de prova. ;)
Afirmação encontrada em correção de prova. ;)
Saccharomyces cerevisiae, a levedura do pão. (Fonte: Wikimedia.)
Saccharomyces cerevisiae, a levedura do pão.
(Fonte: Wikimedia.)

Dois pontos são importantes ressaltar aqui:

  • Combustão é um processo de queima. Ora, se as leveduras entrassem em combustão, morreriam!
  • A combustão libera dióxido de carbono, consumindo oxigênio.

Então, "por que o fermento faz o pão crescer?"

As células de levedura presentes no interior da massa não têm acesso ao oxigênio atmosférico. Por serem anaeróbios facultativos, a falta de oxigênio leva esses micro-organismos a executarem o processo conhecido como fermentação alcoólica, durante o qual degradam a glicose e produzem álcool etílico (etanol), com liberação de dióxido de carbono (CO2) na massa.

As bolhas de gás sofrem expansão por consequência da alta temperatura, levando a duas consequências de interesse na panificação:

  • aeração da massa, e
  • aumento de volume.

É por isso que o pão cresce, e fica fofinho!

Pão gostoso e fofinho! (Fonte: Wikimedia.)
Pão gostoso e fofinho! (Fonte: Wikimedia.)

 

terça-feira, 4 de junho de 2013

Tirinha #49 – Azul!?

Diálogo real numa aula de campo na fazenda. ;)
Diálogo real numa aula de campo na fazenda. ;)
Samambaiaçu, Dicksonia sellowiana. (Fonte: Wikimedia.)
Samambaiaçu, Dicksonia sellowiana.
(Fonte: Wikimedia.)

A samambaiaçu, também conhecida como xaxim e samambaiaçu-imperial, é uma planta filicínea da família das dicksoniáceas. Caracteriza-se por apresentar um caule ereto que pode atingir 2,0m de altura.

Vasos de xaxim. (Fonte: Orquídeas – Dicas do Margon. Disponível em http://orquideas-dicasdomargon.blogspot.com.br/.)
Vasos de xaxim. (Fonte: Orquídeas – Dicas do Margon.
Disponível em http://orquideas-dicasdomargon.blogspot.com.br/.)

Como a quase totalidade das pteridófitas, esta planta se desenvolve em ambientes úmidos, principalmente em florestas pluviais. Muito comum na Mata Atlântica, esteve ameaçada pela exploração desenfreada, já que seu caule era usado para a fabricação do vaso de xaxim, usado como suporte para o cultivo de outras plantas. Hoje essa exploração está proibida, e o xaxim foi substituído por fibra de coco na produção desses suportes.

Há, porém, um pequeno detalhe: existe uma planta popularmente conhecida como samambaia-azul que, apesar do nome, não é uma filicínea, mas uma selaginela, um outro grupo de plantas tradicionalmente agrupado entre as pteridófitas.

Selaginella uncinata, a
Selaginella uncinata, a "samambaia-azul".

 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Tirinha #48 – Norte

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Diálogo real em sala de aula. ;)

É interessante a quantidade de pessoas que acreditam que o norte fica para cima! Não esqueçam: pontos cardeais e colaterais devem sempre ser pensados na horizontal. Para cima está o céu, ou seja, o "espaço".

 

Tirinha #47 – Moribundo

Diálogo real em sala de aula. ;)

A aluna associou moribundo com marimbondo. :P

Segundo o Grande Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, moribundo é "que ou o que está morrendo, que ou o que agoniza".

A imagem que aparece atrás do professor é um peixe-bruxa (Myxinoidea), um agnato, grupo de cordados que apresentam um crânio mas que são desprovidos de mandíbula.

Peixes-bruxa do Pacífico. (Fonte: Wikimedia.)
Peixes-bruxa do Pacífico. (Fonte: Wikimedia.)

A palavra moribundo apareceu ao se discutirem os hábitos alimentares desse animal, que usualmente se alimenta das vísceras de animais marinhos mortos ou prestes a morrer, ou seja, moribundos.

Um pequeno detalhe: durante a pesquisa de imagens, descobri que os coreanos preparam iguarias gastronômicas com peixes-bruxa! Usam, inclusive, o muco por eles produzidos como um ingrediente semelhante à clara de ovos.

Kkomjangeo bokkeum, prato coreano preparado com peixe-bruxa. (Fonte: Wikimedia.)
Kkomjangeo bokkeum, prato coreano preparado com peixe-bruxa. (Fonte: Wikimedia.)

 

Tirinha #46 – Grandes Lagos

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Diálogo real em sala de aula. ;)

Chama-se Grandes Lagos um conjunto de cinco lagos localizados na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, onde estão algumas das grandes cidades norte-americanas: Chicago, Cleveland, Milwaukee, Rochester e Buffalo, nos Estados Unidos, Toronto, Montreal e Quebec (as duas últimas às margens do rio São Lourenço) no Canadá.

Região dos Grandes Lagos. (Fonte: Google Maps.)
Região dos Grandes Lagos. (Fonte: Google Maps.)

Os Grandes Lagos são: Superior, Michigan, Huron, Erie e Ontário. Os lagos e o rio São Lourenço constituem o maior reservatório de água doce do planeta.

Por outro lado, Nilo, referido pela aluna, é o grande rio que corre pelo nordeste do continente africano, nascendo na borda norte do Lago Vitória, em Jinja, Uganda e desaguando no Mar Mediterrâneo, após percorrer 6 650km.

Parte do trecho egípcio do Rio Nilo, mostrando o delta. (Fonte: Google Maps.)
Parte do trecho egípcio do Rio Nilo, mostrando o delta. (Fonte: Google Maps.)

 

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Tirinha #45 – Peixe-boi

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Diálogo real em sala de aula. ;)

O peixe-boi, também conhecido como guaraguá ou manati, é um mamífero aquático que pertence à ordem Sirenia.

Peixe-boi-da-amazônia - fêmea com seu filhote. (Fonte: responsabilidadesocial.com)

Trata-se de um animal herbívoro com os membros anteriores transformados em nadadeiras, uma pelve vestigial e cauda achatada dorso-ventralmente, funcionando como uma espécie de nadadeira caudal.

No Brasil é importante o peixe-boi-da-amazônia, que atinge 2,8m de comprimento e 450kg de massa, pertencente à espécie Trichechus inunguis. Note que o epíteto específico, inunguis, significa "sem unhas". A ausência de unhas nas nadadeiras peitorais é uma característica que diferencia essa espécie do peixe-boi marinho e do peixe-boi africano.

Em geral, o peixe-boi-da-amazônia é um animal dócil e, apesar de seu tamanho parecer exagerado, é a menor das espécies conhecidas de peixes-bois.

Uma curiosidade linguística: o feminino de peixe-boi é peixe-mulher!

 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Tirinha #44 – Compromissos

Pensamento generalizado de TODOS os meus alunos! -.-
Pensamento generalizado de TODOS os meus alunos! -.-

 

Tirinha #43 – Mendel

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Diálogo real em sala de aula. ;)
Gregor Mendel. (Fonte: Wikimedia.)
Gregor Mendel. (Fonte: Wikimedia.)

O monge austríaco Gregor Mendel, muitas vezes referido como o Pai da Genética, ao executar cruzamentos com ervilhas seguidos de tratamento estatístico, estabeleceu duas leis:

Primeira Lei de Mendel ou Lei da Pureza dos Gametas

Cada gameta recebe um único alelo do par existente no indivíduo.

Segunda Lei de Mendel ou Lei da Segregação Independente

Na formação dos gametas, a distribuição dos alelos é aleatória.

 

quarta-feira, 27 de março de 2013

Tirinha #42 – Gíria

Diálogo real em sala de aula. ;)
Diálogo real em sala de aula. ;)

E acredita que alguém ainda gritou: "Paraíba é um estaLdo!"? :P

domingo, 24 de março de 2013

Tirinha #41 – Torricelli

[dlg]
[dlg]

Muito legal a referência a Torricelli ou, na verdade, à equação de Torricelli.

Tal equação,

[latex]v^2 = v_0^2 + 2 a \Delta x,[/latex]

é usada quando você precisa determinar valores associados a um movimento uniformemente variado, em que não há referência qualquer à grandeza tempo.

Quisera poder "usar Torricelli" para resolver minha falta de tempo!

P. S.: o aluno que falou "Use Torricelli!" pediu que fosse revelada sua identidade. Ok, crédito a Vitor Hugo Batistella, do 3.º ano do Ensino Médio - turma Ciências Humanas de 2013, do Colégio Nahim Ahmad.

 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Tardígrados: os ursinhos aquáticos alienígenas?

Um tardígrado.

Quer dizer que as pessoas começaram a falar sobre tardígrados? Por estar completamente alheio à mídia padrão, acabo não sabendo exatamente como surgem modinhas e comentários. Mas novos conhecimentos são bem-vindos ao público não especialista, não é verdade? Desde que bem embasados, é claro.

Então, falemos sobre esses bichinhos interessantes!

Os tardígrados foram descobertos no século XVIII pelo zoólogo alemão Johann August Ephraim Goeze, que os batizou de wasserbär, forma alemã para "ursinhos aquáticos". Aliás, estes pequenos animais – quando adultos, atingem 1mm de comprimento – são chamados em inglês de water bears, que tem o mesmo significado do nome original em alemão. Alguns os chamam de moss piglets, ou "porquinhos dos musgos". Já notaram que sua aparência gordinha com perninhas curtas despertam uma certa afetividade em seus observadores, não?

Com mais de 500 espécies conhecidas, e presentes no planeta há mais de 530 milhões de anos (data dos primeiros fósseis), os tardígrados constituem um filo próprio, Tardigrada, embora já tenham sido classificados como artrópodes no passado. Apresentam-se como animais de sexos separados, normalmente com fecundação externa, embora a partenogênese seja comum.

Vivendo nos extremos

O motivo pelo qual esses animaizinhos chamaram a atenção do público foi a divulgação de sua incrível resistência a condições ambientais extremas – os ursinhos aquáticos são extremófilos, ou seja, conseguem sobreviver a condições ambientais que normalmente levariam outros seres à morte.

Segundo a NASA, "os tardígrados podem viver por décadas sem comida ou água, sobreviver a temperaturas que vão do zero absoluto a valores superiores ao ponto de ebulição da água, sobrevivem a pressões próximas de zero a valores próprios das profundezas oceânicas, além de suportar a exposição a radiações perigosas". Tudo isso por causa de sua incrível capacidade de reparar seu DNA e de suportar a redução de sua água corporal a inacreditáveis 3%.

As possibilidades de sobrevivência desses animais foram testadas em 2008 pela ESA – European Space Agency –, na execução do projeto TARDIS – Tardigrades In Space. Tardígrados a bordo da nave russa FotonM3 ficaram em órbita ao redor da Terra, quando foram expostos ao vácuo e à radiação solar direta. E sobreviveram!

E que história é essa de "alienígenas"?

Não, tardígrados não são alienígenas! Pelo menos não há evidências para afirmar que sejam. Porém, por suas características como extremófilos, foram escolhidos para visitar Phobos, um dos satélites naturais de Marte, na missão russa Fobos-Grunt, lançada em 9 de novembro de 2011. Os planos acabaram não dando certo, pois a nave não conseguiu sair da órbita terrestre e iniciar sua trajetória interplanetária. Caso tivesse acontecido, os simpáticos ursinhos aquáticos teriam se tornado a primeira espécie extraterrestre da história. Conhecida, é claro!