quarta-feira, 27 de março de 2013

Tirinha #42 – Gíria

Diálogo real em sala de aula. ;)
Diálogo real em sala de aula. ;)

E acredita que alguém ainda gritou: "Paraíba é um estaLdo!"? :P

domingo, 24 de março de 2013

Tirinha #41 – Torricelli

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Muito legal a referência a Torricelli ou, na verdade, à equação de Torricelli.

Tal equação,

[latex]v^2 = v_0^2 + 2 a \Delta x,[/latex]

é usada quando você precisa determinar valores associados a um movimento uniformemente variado, em que não há referência qualquer à grandeza tempo.

Quisera poder "usar Torricelli" para resolver minha falta de tempo!

P. S.: o aluno que falou "Use Torricelli!" pediu que fosse revelada sua identidade. Ok, crédito a Vitor Hugo Batistella, do 3.º ano do Ensino Médio - turma Ciências Humanas de 2013, do Colégio Nahim Ahmad.

 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Tardígrados: os ursinhos aquáticos alienígenas?

Um tardígrado.

Quer dizer que as pessoas começaram a falar sobre tardígrados? Por estar completamente alheio à mídia padrão, acabo não sabendo exatamente como surgem modinhas e comentários. Mas novos conhecimentos são bem-vindos ao público não especialista, não é verdade? Desde que bem embasados, é claro.

Então, falemos sobre esses bichinhos interessantes!

Os tardígrados foram descobertos no século XVIII pelo zoólogo alemão Johann August Ephraim Goeze, que os batizou de wasserbär, forma alemã para "ursinhos aquáticos". Aliás, estes pequenos animais – quando adultos, atingem 1mm de comprimento – são chamados em inglês de water bears, que tem o mesmo significado do nome original em alemão. Alguns os chamam de moss piglets, ou "porquinhos dos musgos". Já notaram que sua aparência gordinha com perninhas curtas despertam uma certa afetividade em seus observadores, não?

Com mais de 500 espécies conhecidas, e presentes no planeta há mais de 530 milhões de anos (data dos primeiros fósseis), os tardígrados constituem um filo próprio, Tardigrada, embora já tenham sido classificados como artrópodes no passado. Apresentam-se como animais de sexos separados, normalmente com fecundação externa, embora a partenogênese seja comum.

Vivendo nos extremos

O motivo pelo qual esses animaizinhos chamaram a atenção do público foi a divulgação de sua incrível resistência a condições ambientais extremas – os ursinhos aquáticos são extremófilos, ou seja, conseguem sobreviver a condições ambientais que normalmente levariam outros seres à morte.

Segundo a NASA, "os tardígrados podem viver por décadas sem comida ou água, sobreviver a temperaturas que vão do zero absoluto a valores superiores ao ponto de ebulição da água, sobrevivem a pressões próximas de zero a valores próprios das profundezas oceânicas, além de suportar a exposição a radiações perigosas". Tudo isso por causa de sua incrível capacidade de reparar seu DNA e de suportar a redução de sua água corporal a inacreditáveis 3%.

As possibilidades de sobrevivência desses animais foram testadas em 2008 pela ESA – European Space Agency –, na execução do projeto TARDIS – Tardigrades In Space. Tardígrados a bordo da nave russa FotonM3 ficaram em órbita ao redor da Terra, quando foram expostos ao vácuo e à radiação solar direta. E sobreviveram!

E que história é essa de "alienígenas"?

Não, tardígrados não são alienígenas! Pelo menos não há evidências para afirmar que sejam. Porém, por suas características como extremófilos, foram escolhidos para visitar Phobos, um dos satélites naturais de Marte, na missão russa Fobos-Grunt, lançada em 9 de novembro de 2011. Os planos acabaram não dando certo, pois a nave não conseguiu sair da órbita terrestre e iniciar sua trajetória interplanetária. Caso tivesse acontecido, os simpáticos ursinhos aquáticos teriam se tornado a primeira espécie extraterrestre da história. Conhecida, é claro!